Estudo revela qual operadora tem o 4G mais rápido do Brasil

Em um estudo feito pelo site OpenSignal comparando as maiores operadoras de celular que oferecem serviços no Brasil, a Claro se saiu melhor nos três testes de velocidade entre os meses de setembro e novembro de 2016. Na medição anterior, feita em julho do mesmo ano, a Vivo liderou os resultados.

Na análise de qualidade e velocidade da conexão de internet pelas operadoras de celular no Brasil, a Claro liderou a pesquisa em três categorias: velocidade de download em 3G, em 4G e velocidade geral, lugares antes ocupados pela Vivo.

Operadora Claro lidera ranking feito pela OpenSignal (Foto: Reprodução/OpenSignal)

A operadora de origem mexicana alcançou velocidade média de 27,45 Mb/s na rede 4G, o que está acima, inclusive, da média global para essa tecnologia. A Vivo obteve média de 21,29 Mb/s. Na sequência aparecem a Oi e a TIM com 14,61 Mb/s e 12,05 Mb/s respectivamente.

A operadora Oi sai na frente na categoria latência em 4G. Latência é o tempo de reação da rede, ou seja, quanto tempo leva para os dados irem de um ponto a outro, resultando em páginas mais rápidas. Esse resultado é medido em milissegundos e, quanto menor a pontuação, mais rápida é a rede.

Já no quesito disponibilidade, a TIM foi a campeã. Segundo o estudo, a empresa manteve o 4G funcionando em 59,21% do tempo. A Vivo aparece em seguida, com disponibilidade do LTE em 56,76% do tempo.

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Os resultados mostram melhoras, o que pode ser comprovado ao observar que Vivo e Claro estão testando redes LTE em duas novas bandas de frequência e experimentando novas tecnologias. Já a Nextel expandiu a rede 4G para São Paulo, além de já operar com a rede de alta velocidade no Rio de Janeiro.

Via OpenSignal

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Antes de sair Dilma regula Marco Civil da Internet e acaba com WhatsApp e Facebook grátis no celular

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Decreto foi publicado na edição extra do Diário Oficial da União nesta quarta-feira, durante suas ultimas horas antes da decisão do Senado Federal de afasta-la do cargo de Presidente; acordo entre operadoras e aplicativos para fornecer ‘dados de graça’ está proibido

A presidente Dilma Rousseff regulamentou, nesta quarta-feira, 11, o Marco Civil da Internet, no que pode ser um de seus últimos atos à frente do governo federal. O decreto, que versa sobre temas como neutralidade de rede e tratamento dos dados pessoais dos usuários, foi publicado na edição extra do Diário Oficial da União. Entre as principais decisões, o texto fortalece a posição do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), estabelecendo que a organização multissetorial será responsável por determinar as diretrizes da internet no País.

Uma decisão da regulamentação que pode provocar bastante polêmica nos próximos dias é a que proíbe que operadoras e empresas de internet façam parcerias comerciais para não cobrar os usuários pelos dados utilizados em determinados aplicativos. A prática, conhecida como “zero rating”, é bastante popular no Brasil para serviços como Twitter, Facebook e WhatsApp.

“Ficam vedadas condutas unilaterais ou acordos entre o responsável pela transmissão (…) e os provedores de aplicação que priorizem pacotes de dados em razão de arranjos comerciais ou que privilegiem aplicações ofertadas pelo próprio responsável pela transmissão, comutação ou roteamento, ou ainda por empresas integrantes de seu grupo econômico”, diz o texto publicado na noite desta quarta-feira, 11.

A decisão está baseada na neutralidade da rede – princípio central do Marco Civil da Internet que diz que todos os pacotes de dados dos usuários deverão ser tratados pelas operadoras da mesma forma, não importando se são, por exemplo, uma mensagem do WhatsApp ou um vídeo no YouTube. O texto ainda argumenta, em aceno à polêmica recente da franquia de dados na banda larga fixa, que as “ofertas comerciais e os modelos de cobrança de acesso à internet devem preservar uma internet única, de natureza aberta, plural e diversa”.

Exceções. O decreto de regulamentação do MCI também definiu as exceções à neutralidade da rede. O princípio só poderá ser ferido em casos de tratamento de questões de segurança de redes, para o controle de atividades como spam ou ataques de negação de serviço – este último, uma das formas mais utilizadas por hackers para derrubar um site na internet – ou para o tratamento de situações excepcionais de congestionamento de redes.

A regulamentação chega pouco mais de dois anos após a aprovação do Marco Civil da Internet no Senado, em 23 de abril de 2014. De lá para cá, quatro consultas públicas – uma pela Agência Nacional de Telecomunicações, uma pelo CGI.br e duas pelo Ministério da Justiça – foram feitas para se chegar a um consenso sobre as regras.

Fonte: Estadão